"Ás vezes quero gritar-te. Bem alto.
Quero agarrar-me a esse grito com todas as minhas forças - poderia ser que assim saísses de mim.
E a dor da tua ausência a fluir garganta acima.
E eu a ouvir-te a sair de mim - ecos de amor, de raiva, de desprezo, de carinho- grito fora.
E tu, espalhado pelo ar. Pedaços de ti a soarem cada vez mais baixo. Até que desaparecem no silêncio.
Em mim, nada fica.
Quero gritar-te.
Preciso de te gritar. Até perder a voz, perdendo-te de mim."
Quero agarrar-me a esse grito com todas as minhas forças - poderia ser que assim saísses de mim.
E a dor da tua ausência a fluir garganta acima.
E eu a ouvir-te a sair de mim - ecos de amor, de raiva, de desprezo, de carinho- grito fora.
E tu, espalhado pelo ar. Pedaços de ti a soarem cada vez mais baixo. Até que desaparecem no silêncio.
Em mim, nada fica.
Quero gritar-te.
Preciso de te gritar. Até perder a voz, perdendo-te de mim."
(E quando penso que a ferida fechou, descubro que ainda nem sarou...)